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Os cotonicultores da Bahia, através da Abapa, elegeram a sustentabilidade como uma diretriz prioritária do seu trabalho. Por isso, os três pilares, deste conceito, o Econômico, o Ambiental e o Social, são referências presentes em todos os processos que envolvem a produção da fibra no estado, assim como a comercialização, passando pela contratação da mão de obra, sempre de acordo com a legislação e as normas vigentes no país – definidas pelas entidades reguladoras do comércio internacional.

O objetivo da Abapa é o de que, em um futuro próximo, cada capulho de algodão produzido no estado traga embarcados esses princípios, que passam pela ética, pela responsabilidade e pela justiça. O Programa Algodão Brasileiro Responsável – ABR e o Better Cotton Iniciative – BCI são os carros-chefes desse modo de pensar a cotonicultura brasileira.

Benchmark

O Programa Algodão Brasileiro Responsável – ABR nasceu em 2012 nos moldes de duas importantes iniciativas socioambientais da cotonicultura: o Instituto Algodão Social – IAS, criado em 2005 pela AMPA com o objetivo de organizar e fortalecer a atuação socioambiental dos produtores do Mato Grosso; e o Programa Socioambiental da Produção de Algodão – Psoal, lançado pela Abrapa e suas associadas em 2009, expandindo o conceito da sustentabilidade na cotonicultura para o âmbito nacional.

O ABR foi a junção dos protocolos desses dois programas bem-sucedidos, com ampliação das bases de avaliação, aprimoramento do processo de certificação das unidades produtivas e incorporação de critérios de ordem ambiental. Antes, contudo, em 2010, a cotonicultura sustentável brasileira, então sob o guarda-chuva do Psoal, havia ganhado reforço internacional com a chegada ao Brasil da Better Cotton Inciative – BCI, uma entidade de ação global que tem como missão melhorar a produção de algodão no mundo, lastreada nos princípios socioambientais e com foco no retorno dos investimentos ao produtor.

Assim como a BCI, o ABR tem como alicerce o incremento progressivo das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas unidades produtivas de algodão. Essas práticas são rigorosas no que tange ao cumprimento das leis no que tange os aspectos sociais, ambientais e trabalhistas, sendo verificados 224 itens em um check list junto aos produtores de algodão da Bahia.

Programa ABR/BCI – Bahia – Safra 2018/19

A Bahia garantiu mais um recorde nesta safra 2018/2019, desta vez ligada à sustentabilidade. Foram certificadas como sustentável 77,7% da área plantada. Ao atuar em benchmarking com a entidade BCI, a Abapa, por meio do ABR, certificou uma área total de 247.840 mil hectares. Em relação à última safra, houve um acréscimo de 29,4% da área de algodão certificada, abrangendo um total de 66 unidades produtivas que vem cumprindo os critérios de sustentabilidade. Desde quando foi iniciado este trabalho, em 2011, houve um crescimento gradual de 21,1% da área certificada para os atuais 77,7%.

Programa ABR/BCI – Bahia – Safra 2017/2018

Na safra 2017/2018, foi certificado 75,7% da área de algodão, um total de 191.586 mil hectares, abrangendo 53 propriedades de agricultores que comprovaram excelência em parâmetros mundiais de boas práticas sociais e ambientais. Para a certificação da safra 2017/2018, foram realizadas 65 visitas a unidades produtivas para realização de auditoria interna. Essa etapa é feita pela equipe técnica da Abapa que checou um total de 225 itens ligados ao respeito à legislação e critério sustentável na produção agrícola.