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Realização de lucros. Um movimento de realização de lucros em busca de consolidações de posições antes do feriado de hoje nos Estados Unidos determinou a queda das cotações do café na sexta-feira na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em julho encerraram a semana negociados a US$ 1,6230 por libra-peso, baixa de 390 pontos, enquanto os papéis para entrega em setembro recuaram 395 pontos, para US$ 1,6430. Incertezas em relação ao ritmo da economia global colaboraram para a desvalorização. No mercado doméstico, onde a sexta-feira foi calma por causa do jogo do Brasil na Copa da África do Sul, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 315 e R$ 335, conforme o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Mais tempestades. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado encerraram a sexta-feira em alta. O movimento se deveu a temores de que as tempestades tropicais possam prejudicar as lavouras na Flórida, o principal produtor nos Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões do país prevê entre 14 e 23 tempestades até novembro, um número acima da média para esta época do ano. “As pessoas estão preocupadas com a próxima safra”, disse Carlos Sanchez, diretor da CPM Group, em entrevista à Bloomberg. Na bolsa de Nova York, as entregas com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,5110 por libra-peso, alta de 245 pontos. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista ficou estável em R$ 14,65, segundo o Cepea/Esalq.

Produção maior. Os futuros de algodão recuaram fortemente na bolsa de Nova York na sexta-feira, com previsão de que a produção da pluma será maior em 2010. Os papéis com vencimento em outubro fecharam em 77,83, queda de 127 pontos. Levantamento da consultoria Informa Economics, informado pela Bloomberg, indica que a produção de algodão dos Estados Unidos será de 18,6 milhões de fardos, ante os 16 milhões de fardos projetados em junho. No último ano, a oferta foi de 12,2 milhões de fardos, segundo dados apresentados pelo governo americano. Também influenciaram o mercado a notícia de que a Índia tem plano de acabar com restrições às exportações, diante da previsão de safra recorde. No Brasil, a arroba fechou em R$ 1,6668, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Apetite chinês. A especulação de que o clima pode afetar a lavoura chinesa de soja fez com que os futuros da commodity subissem na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em agosto fecharam em US$ 9,4450 o bushel, alta de 7,50 centavos de dólar. De acordo com a Bloomberg, o grão subiu pelo segundo dia consecutivo com especulação de que o clima quente e seco irá prejudicar as lavouras na China, motivando o maior consumidor mundial a aumentar suas importações. Imagens de satélite da China mostram as condições da plantação sendo deterioradas, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica informados pela Bloomberg. No mercado interno, a saca de 60 quilos do grão teve leve valorização, fechando em R$ 33,2 em Rondonópolis (MT), segundo levantamento do Imea/Famato.

Fonte: Abrapa