» Commodities Agrícolas

Realização de lucros O sentimento do mercado de que as recentes altas registradas nos preços do milho foram exageradas fez com que as cotações do cereal fechassem em queda ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o dia valendo US$ 7,115 por bushel, com baixa de 6 centavos de dólar. Analistas ouvidos pela Bloomberg lembraram que o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a oferta do cereal no fim da próxima safra deve ser maior que a esperada. Isso reduziria os temores do mercado relação a um potencial desabastecimento de milho. No mercado interno, a quinta-feira foi de estabilidade. No Paraná, a saca de milho foi negociada a R$ 23,28, segundo o Deral.

Demanda mais fraca O cancelamento de compras de algodão americano por parte de alguns importadores fez as cotações futuras da pluma recuarem ontem na bolsa de Nova York pela primeira vez nesta semana. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a quinta-feira a US$ 1,3219 por libra-peso, com perda de 379 pontos. Segundo a Bloomberg, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que um volume de 30,5 mil fardos de algodão americano para entrega em julho foi cancelado até a semana passada. Essa foi a oitava semana seguida em que houve registros de cancelamento de compras. Analistas consideram que há sinais de enfraquecimento da demanda. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 2,1709, em alta de 0,08%.

Temporada de furacões A temporada de furacões nos Estados Unidos voltou a influenciar o mercado de suco de laranja na bolsa de Nova York, que fechou em alta ontem. Os contratos com vencimento em setembro subiram ontem 375 pontos para US$ 1,7775 por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado reagiu depois que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) americana divulgou um relatório informando que a temporada de furacões será “acima da média neste ano”. Com isso, os pomares da Flórida poderiam ser atingidos, elevando as perdas no segundo maior produtor mundial de laranja. No Brasil, a laranja-pera in natura terminou o dia a R$ 14,16 por caixa, queda de 1,94% segundo o Cepea.

Pressão externa Depois de dois dias consecutivos em alta, os preços futuros do café recuaram ontem na bolsa de Nova York. A commodity foi influenciada pela queda de outros produtos no mercado internacional, especialmente o petróleo. Há temor de enfraquecimento da demanda por óleo. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2,6665 por libra-peso, queda de 630 pontos. Apesar do recuo, analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que os fundamentos no mercado de café são altistas e ainda oferecem suporte às cotações. “Um dia de queda não fará com que haja uma reversão de tendência”, disse Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café caiu ontem 0,68%, para R$ 527,20 por saca.

Fonte: Abrapa