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Clima favorável Boas chuvas e clima favorável na Costa do Marfim e em outras áreas do Oeste da África contribuíram para a retração das cotações do cacau na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.964 por tonelada, queda de 23 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o clima está se mostrando propício para um aumento da produção nessas duas regiões, consideradas essenciais em termos de produção de cacau. “As lavouras estão propensas a renderem grandes volumes da amêndoa neste ano, que serão provavelmente exportados rapidamente agora”, diz Jack Scoville, da Price Futures Group. Nesta semana, as cotações do cacau em Ilhéus e Itabuna (BA) oscilaram entre R$ 76 e R$ 75,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

       Alta técnica Os preços futuros do suco de laranja registraram forte alta na bolsa de Nova York na sexta-feira. O contrato com entrega em setembro encerrou a semana a US$ 1,9265 por libra-peso, 555 pontos acima do fechamento anterior. Analistas atribuíram o ganho a compras baseadas em indicadores técnicos de preço, em dia de poucos negócios. “Não há razão fundamental para que os preços estejam tão altos”, disse Boyd Cruel, analista da Vision Financial Markets, à Dow Jones Newswires. Ele observou que a volatilidade deverá crescer nas próximas semanas, com a temporada de furacões na Costa Leste dos EUA. No mercado interno, o preço médio da laranja pêra ao produtor, fechou a R$ 11,29 por caixa na sexta, alta de 0,44%, de acordo com o Cepea/Esalq.

       Em correção Os preços futuros do milho negociado na bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira em queda. O contrato com vencimento em setembro sofreu uma perda de 11 centavos de dólar, e encerrou o pregão a US$ 6,57 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, participantes do mercado estariam menos preocupados com o impacto do clima quente e seco sobre o tamanho da safra americana de milho. As cotações já recuaram cerca de 16% desde os picos registrados no começo do mês, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para a produção e os estoques de passagem da safra 2011/12. No Brasil, o indicador de preço Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 30,55 por saca, alta de 0,39%.

       Demanda em xeque Temores em relação ao impacto da lenta recuperação econômica na demanda por commodities fizeram os futuros do trigo fechar a sexta-feira em queda nas bolsas americanas. Os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 6,61 por bushel em Chicago, queda de 8,25 centavos de dólar. O mesmo vencimento em Kansas registrou desvalorização de 11 centavos de dólar a US$ 7,6725 por bushel. De acordo com a agência Bloomberg, a fraca perspectiva de recuperação global tende a reduzir a demanda de investidores por commodities. Além disso, o dólar subiu ante uma cesta de seis moedas com as especulações de que as medidas de ajuda à Grécia não serão suficientes. No mercado do Paraná, a saca fechou estável em R$ 26,78, segundo Deral/Seab.

Fonte: Abrapa