» Crédito rural atingiu a marca de R$ 94 bilhões na safra 2010/2011

A aplicação do crédito rural na agricultura empresarial, na safra de 2010/2011, foi de R$ 94,2 bilhões do total de R$ 100 bilhões disponíveis. Se comparada com a safra passada, quando foram liberados R$ 86,7 bilhões, houve crescimento de 8,6% nas aplicações de custeio, comercialização e investimento.

O programa de financiamento para a classe média rural teve o melhor desempenho na safra. Dos R$ 5,65 bilhões previstos pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 5,035 bilhões (89% do total), foram liberados. O valor representa um acréscimo de 54% do montante utilizado na safra passada.

O Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-agro) também teve um resultado positivo, liberando, inclusive, recursos além do previsto. Foram desembolsados R$ 2,5 bilhões, o que equivale a 125% do total programado. O valor é ainda 258% superior ao contratado no mesmo período da safra anterior.

Na avaliação do Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, os fatores que levaram ao resultado positivo estão ligados ao aumento da demanda por commodities no mercado externo, especialmente em países asiáticos como a China e a Índia. Houve também redução do custo de produção e aumento da área de plantio. Segundo Vaz, “a economia está aquecida, os preços dos alimentos estão acima da média e o agronegócio vem em ritmo crescente”.

Plano Agrícola
O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, lançado pela presidente Dilma Rousseff em junho passado, vai disponibilizar R$ 107,2 bilhões para financiar agricultores e pecuaristas. O valor é 7,2% superior aos R$ 100 bilhões direcionados ao ciclo agrícola de 2010/2011.

O governo também vai destinar mais recursos para financiar o médio produtor rural. Na temporada 2011/2012, serão 48,2% a mais para a classe média, o que equivale a R$ 8,3 bilhões. Outra novidade é a mudança do limite de renda bruta anual, de R$ 500 para R$ 700 mil, para enquadramento no programa

Já o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) incentiva processos tecnológicos que neutralizam ou minimizam os efeitos dos gases estufa no campo, a serem adotados pelos agricultores nos próximos anos. O ABC reflete o esforço para atender aos compromissos voluntários assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), de redução significativa das emissões de gases de efeito estufa gerados pela agropecuária.

Na safra de 2010/2011 foram feitas 30 operações de liberação, 16 delas em junho deste ano. O Secretário José Carlos Vaz acredita que esse número tende a crescer na safra atual.


Fonte: DCI