» Cultivo de algodão brasileiro no Sudão contribui para diminuição da fome

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O cultivo de algodão brasileiro no Sudão vem transformando a realidade do país. Levada pela Pinesso Agropastoril, a fibra encontrou solo fértil e espaço para ser plantada. Além do algodão, soja, milho e feijão também estão sendo cultivados no país e vem ajudado a mudar a realidade local com a geração de empregos, renda e diminuição da fome.

Só em 2011 foram 20 mil hectares de algodão plantados pela Pinesso na cidade de Agadi, no estado do Nilo Azul, com expectativa de colher 4 mil kg/hectare. “No Sudão temos um solo muito fértil, de PH 7, rico em potássio e fósforo. Nessas condições, nossa expectativa é de, em breve, termos uma produtividade tal qual a brasileira”, diz Gilson Pinesso, presidente da empresa.
 
O Sudão é o maior país africano, localizado no norte do continente, fazendo fronteira com o Egito e a Etiópia. Pinesso chegou até lá por convite do governo local. “Fomos muito bem recebidos e esperamos crescer ainda mais com a produção no país”, afirma Gilson Pinesso. Segundo ele, a maior dificuldade no cultivo agrícola em terras sudanesas diz respeito à compra de agroquímicos de última geração.

“O que eles usam ainda é ultrapassado, mas com o auxílio do governo temos conseguido levar produtos mais modernos para usarmos na lavoura”, explica Pinesso. O baixo custo na produção, no entanto, é um bom atrativo para a os empresários do ramo agrícola. “Gastamos aqui cerca de US$ 1000 por hectare”, afirma. Em Mato Grosso, maior estado produtor do Brasil, a média de
custo é de US$ 2,589.

Combate à fome
Apesar dos bons números na produção de algodão e soja, é o feijão quem mais tem dado alegrias a Pinesso. A produção deste ano, estimada em 240 toneladas dos 100 hectares plantados será toda doada à comunidade local. Além de alimento a ideia é multiplicar as sementes em sistema de irrigação por pivô central e ampliar a plantação do grão para a subsistência dos sudaneses. 

“É uma pequena ação que simboliza uma enorme ajuda para o país. A estimativa é de que cerca de 4 milhões de pessoas passem fome no Sudão e outras tanta morrem de fome na Etiópia. Podemos ajudar a população local a se manter com esse alimento”, diz Gilson Pinesso. Segundo ele, a plantação de feijão é barata, rápida e o alimento é nutritivo. “Em cerca de 75 dias temos o feijão pronto para colher. O custo é baixíssimo. Gastamos apenas com a semente, o óleo diesel e uma aplicação de herbicida”, revela Pinesso.