» Escassez à vista para atender os cotonicultores

A área plantada com algodão no Brasil deve crescer 45% na safra 2010/11 e superar 1,2 milhão de hectares cultivados. Essa forte expansão para acomodar a cultura pode criar uma situação de déficit nos equipamentos disponíveis para a colheita da pluma, que deve alcançar 1,83 milhão de toneladas.

“Não sei se a frota disponível hoje será suficiente para atender toda a necessidade no tempo necessário para a colheita”, reconhece Cesar di Luca, diretor de vendas da Case IH, da CNH, uma das duas empresas que comercializam o equipamento, que não é fabricado no Brasil e precisa ser importado.

Responsável por praticamente 90% das vendas de colheitadeiras de algodão no Brasil, a americana John Deere forma com a Case a dupla que comercializa esse tipo de equipamento no país. Segundo Paulo Herrmann, diretor de vendas para América Latina da empresa, a companhia também sentiu um aumento da demanda no ano passado e buscou elevar as importações, já que também não produz o equipamento no mercado doméstico.

O aumento na demanda por colheitadeiras – e também da área plantada – não é por acaso. Os preços do algodão no mercado internacional estão nos patamares mais elevados desde a guerra civil americana. “Para esta safra, todas as máquinas que pudemos trazer foram trazidas. Acredito que hoje não existam disponíveis para comercialização nem máquinas novas e nem mesmo usadas”, diz Herrmann.

Por serem máquinas específicas, os números para as colheitadeiras de algodão são bem mais modestos em comparação ao mercado em geral. As estimativas são de que as vendas desse tipo de equipamento em 2011 dobrem e fiquem entre 90 e 100 unidades, ante as 40 a 50 comercializadas no ano passado. “Acreditamos que a área plantada se expandirá cerca de 5% no próximo ciclo o que deve incentivar uma substituição do maquinário”, afirma Herrmann. (AI).

Fonte: Abrapa