» Prazo para arranquio das soqueiras do algodão é prorrogado em 30 dias

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) prorrogou em caráter excepcional, de 31 de agosto para 30 de setembro, o prazo para que seja feito o arranquio das soqueiras de algodão da safra 2010/11. A decisão publicada através da Portaria Nº 242/2011 atende solicitação da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Todo esse cuidado tem justificativa: evitar a proliferação das pragas do algodoeiro, em especial do bicudo, principal inimigo do cotonicultor. A soqueira do algodão deve ser eliminada imediatamente após a colheita para evitar que o bicudo se reproduza e provoque danos a lavoura na safra seguinte. O produtor que não realizar o arranquio em sua propriedade está sujeito as sanções previstas pela Legislação Fitossanitária do algodoeiro.

“Todo cuidado é pouco para evitar a proliferação do bicudo”, disse a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, lembrando que caso alguns agricultores não destruam as soqueiras do algodão, ou o façam fora do prazo previsto pela legislação, estarão propiciando a reprodução do bicudo. “A luta contra o bicudo precisa ser uniforme. Todos os produtores precisam estar engajados e conscientes das suas responsabilidades quanto a data limite para destruição das soqueiras”, esclarece Isabel.

Embora, na safra 2010/11 tenha havido uma diminuição no nível de infestação da praga no comparativo com período anterior, o coordenador do Programa de Monitoramento do Bicudo da Abapa, José Lima Barros, reforça a necessidade do cumprimento da limite para o arranquio. “Se as soqueiras forem destruídas corretamente, você estará se prevenindo contra a praga”, explica. Barros lembra que na safra 2009/2010 com 60 a 70 dias após a emergência a cultura já apresentava ataque do bicudo. Na safra 2010/11 a infestação inicial passou para 110 a 130 dias após emergência da cultura.

Métodos de arranquio
Existem três métodos de arranquio para destruição das soqueiras. O primeiro é o químico, que consiste na aplicação de herbicidas e dessecantes após a colheita. O segundo é conhecido como mecânico, tendo em vista a utilização de implementos agrícolas, como grades, subsoladores, trituradores e roçadeiras que removem o solo ou cortam a parte aérea das plantas. Por fim, o método conjugado, que associa os dois métodos anteriores – nesse método é realizada uma roçagem no solo e, logo em seguida, uma aplicação de herbicida.