» Presidente da Abapa cita razões que fizeram da Bahia o segundo maior produtor de algodão do país

A Bahia não alcançou a condição de segundo maior produtor de algodão do país  por acaso. “Esse título só foi possível devido ao intenso trabalho e crença de que era possível produzir com responsabilidade ambiental e social, com investimento em tecnologia, mão de obra qualificada e principalmente profissionalismo e coragem”, disse a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, pouco antes da palestra do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, durante abertura do Encontro Técnico do Algodão, na noite de sexta-feira, 8, no auditório do Hotel Saint Louis em Luís Eduardo Magalhães.

Para um público estimado em 500 pessoas, entre produtores rurais do cerrado baiano, representantes de entidades ligadas ao agronegócio da região, como os presidentes da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita; do Fundeagro, Ademar Marçal e do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln; e o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, além de autoridades políticas, como o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, a presidente da Abapa salientou o amplo trabalho de divulgação do algodão baiano, no Brasil e no mundo, realizado pela associação ao longo dos últimos 11 anos.

“A Bahia se tornou exemplo para o mundo, mas dentro do nosso país precisamos que haja mais respeito com o produtor. É necessário que tenhamos condições de continuar produzindo com sustentabilidade para conseguirmos gerar mais empregos e renda para a região”, declarou Isabel.

Para a presidente a interferência positiva da Câmara Setorial do Algodão e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) possibilitou para esta safra, “grandes conquistas” para a classe, como o aumento dos recursos, a manutenção dos juros, linhas para investimentos em armazenagem, e a garantia de preço mínimo com mecanismos para comercialização.

Como exemplo a presidente citou os incentivos e financiamentos para pecuária, que poderão possibilitar uma maior integração com a lavoura e o consequente aumento no consumo do caroço do algodão. “O aumento nesse consumo, certamente vai fortalecer ainda mais a cadeia produtiva e proporcionar mais possibilidades de crescimento para o homem do campo”, finalizou.

O algodão produzido em terras baianas desponta como principal destaque da safra 2010/11 no estado. Em relação à safra anterior o aumento de área plantada é de 51%, ou, o equivalente a 371 mil hectares. Esse aumento elevou a produção 62%, de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para cerca de 600 mil toneladas em 2010/11.

20110711135212Foto: Wilson Lima/ASCOM LEM