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A produtividade do algodão não está atingindo o volume previsto pelos produtores baianos. A estimativa do setor era colher de 270 a 275 arrobas por hectare. Após a colheita ter avançado por 35% da área semeada, os números indicam de 260 a 265 arrobas. “Está abaixo do que imaginávamos, mas ainda bem acima da produtividade de 2009, quando choveu em plena colheita”, diz Walter Horita, produtor da região de Luis Eduardo Magalhães.

No ano passado, devido à chuva durante a colheita, a produtividade média da região ficou em 220 arrobas. Os preços, apesar do leve recuo no mercado externo na semana passada, ainda continuam bons. “Preços bons atraem produtores tanto no Brasil como nos demais países produtores. E isso pode mexer com o mercado. Se houver aumento de área, o setor vai sentir no segundo semestre de 2011”, afirma Horita.

MAIS QUE A SOJA
Os preços atuais estimulam porque estão com rentabilidade três a quatro vezes maior do que a da soja. Os custos, no entanto, também são bem maiores, segundo o produtor.

O custo de produção de um hectare de soja fica próximo de R$ 1.200. O de algodão, R$ 4.200. Nos patamares atuais, enquanto a rentabilidade da soja pode chegar a R$ 400 por hectare, a do algodão atinge R$ 2.000. Ontem, o algodão foi negociado a US$ 0,816 por libra-peso (454 g) em Nova York e a US$ 0,932 no mercado interno, segundo cotações do Cepea.

Plano de ação Nelmon Costa, diretor do Ministério da Agricultura, que embarca hoje para Washington, negocia a retomada das exportações de carne bovina industrializada para os EUA. Ele leva um plano de ação para diminuir o risco de encontrar o vermífugo ivermectina.

Fornecedores Os frigoríficos se comprometem a trabalhar com fornecedores selecionados. O governo obrigará os fabricantes de medicamentos veterinários a destacar, na embalagem, o prazo de carência.

Mais futuro Os contratos futuros e de opções negociados na BM&FBovespa somaram 179,8 mil em junho, 8,7% mais do que em maio. Ao atingir esse volume, as negociações se igualaram às de junho de 2009 (179,4 mil).

Financeiro As negociações do mês somaram R$ 4,1 bilhões, com alta de 17% em relação a maio. O café foi um dos destaques, com altas de 112% em relação a maio e de 11% sobre junho de 2009.

Pressão Os produtores do Sul diminuíram o ritmo das vendas de arroz em casca, à espera de melhores preços. As indústrias aguardam, no entanto, para fazer novas compras.

Alta pequena O resultado foi uma modesta elevação nos preços, mas inferior ao que os produtores pretendiam. Ontem, a saca de arroz chegou a R$ 26,80, com alta de 0,34% no campo.

Fonte: Abrapa