» Câmara Setorial do Algodão realiza encontro em Guanambi

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A Câmara Setorial do Algodão reuniu-se no plenário da Câmara de Vereadores de Guanambi, na quarta-feira, 17 de agosto, para a discussão de questões como o controle do bicudo na entre safra, utilização de tubos mata bicudo, legislação fitossanitária para o Sudoeste, a utilização de novas variedades de algodão no Sudoeste, e a erradicação de soqueira, além de alternativas para a tecnificação da cultura na região.

A reunião foi coordenada pelo secretário executivo da Câmara Setorial, Celito Breda, e contou com a presença da presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, do Fundeagro, Ademar Marçal, do Secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, produtores da região Sudoeste, e representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Hoje a área plantada no Vale do Iuiu é de 32,2 mil hectares, gerando cerca de 18 mil empregos na época da colheita. De acordo com Celito Breda, secretário executivo da Câmara Setorial do Algodão, “diante do potencial do vale, a área ainda é pequena, mas em relação à safra 2009/2010, que teve 13,6 mil hectares plantados, crescemos em um ano 136%”.

“O Sudoeste já foi responsável pela produção do algodão do Estado e nós estamos trabalhando para que a cultura retome o desenvolvimento nesta região, com sustentabilidade”, disse o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.

Outro tema abordado durante a reunião foi a necessidade em se disponibilizar sementes de cultivares de algodão para os produtores da região. A exemplo do que ocorreu na safra 2010/11, para a safra 2011/12, a Abapa e o Fundeagro irão disponibilizar parte desta demanda, hoje estipulada em 60 toneladas. Ademar Marçal, presidente do Fundeagro, disse que será feita uma cotação junto a Fundação MT e Bayer para verificar o quanto deste montante será possível conseguir até o prazo limite, de 30 de outubro.

Equipamento de HVI
A reunião também serviu para pré-acordar o envio de um equipamento de análises de HVI para o município de Guanambi. Há dez anos, quando da ascensão da região oeste na produção de algodão, o equipamento que prestava esse serviço no Sudoeste foi enviado para Barreiras. Com a retomada do cultivo da pluma e a perspectiva de aumento de área plantada para as próximas safras na região, Abapa e Fundeagro, se predispuseram a estudar a melhor maneira de instalar o equipamento já para as análises da próxima safra, a partir de maio de 2012.

A principal preocupação de ambas as entidades é o alto custo de manutenção anual do equipamento, em torno de R$ 300 mil. Segundo a presidente da Abapa, é preciso que tenha uma demanda significativa de análises para justificar a implantação do equipamento na região. “Uma máquina de HVI tem um alto custo, desde a aquisição, importação, instalação e manutenção do equipamento. Para se ter uma ideia hoje nós temos 13 máquinas nos laboratórios da Abapa em Luís Eduardo Magalhães e Roda Velha  que atendem a toda produção de algodão do estado da Bahia”, relata a presidente da Abapa. “Vamos aproveitar esse segundo semestre para realizarmos um estudo detalhado do que precisa ser feito para a instalação de um equipamento como este em Guanambi”, complementa Isabel.

Imprensa Abapa com informações Seagri