» Programa Fitossanitário da Abapa

O controle eficaz de pragas é uma das mais importantes frentes de uma cotonicultura sustentável como a do Oeste da Bahia. Por isso, a Abapa cuida da defesa fitossanitária de forma contundente e estratégica.

Pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mais tradicional e uma das mais perniciosas da história da cotonicultura do Brasil, quando fora de controle, são extremamente devastadoras. No passado, o bicudo contribuiu para inviabilizar a produção de algodão no Sudoeste do estado. Abapa e produtores declararam guerra ao inseto, através do Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo e Outras Pragas do Algodoeiro ou, simplesmente, Programa Fitossanitário.

Postos avançados

Para tornar mais eficaz e abrangente a atuação do Programa Fitossanitário, foram criados os Núcleos Regionais de Controle, que têm como responsáveis líderes produtores com boa capacidade de mobilização e influência nas microrregiões.

Ao todo, são 18 Núcleos Regionais, sendo 15 no Oeste da Bahia e três no Sudoeste. Uma equipe técnica formada por 13 profissionais, que incluem 11 técnicos agrícolas, promove o monitoramento intensivo de todas as microrregiões produtoras, nas duas regiões de cultivo da fibra na Bahia.

Esse trabalho envolve campanhas de conscientização, vistorias constantes às áreas de algodão e de rotação de culturas, tours, reuniões de diagnóstico e análise dos resultados aferidos nas “armadilhas”. Nestas, constata-se, semanalmente, a incidência da praga, avaliando-se o avanço ou retrocesso da infestação pelo índice B.A.S (Bicudo/Armadilha/Semana).

Destruição das soqueiras e tigueras

As estratégias de controle do bicudo começam na lavoura, com a destruição das soqueiras, no período preconizado pela ADAB para a Bahia, e com a erradicação das plantas voluntárias, chamadas tigueras, que, se não forem cuidadosamente combatidas, crescem no Vazio Sanitário, nas áreas plantadas anteriormente com algodão e nas de rotação de cultura.

Para evitar as tigueras, o Programa Fitossanitário atua nas rodovias e estradas vicinais, com mobilização constante para a orientação dos condutores dos veículos de carga. Um trabalho intensivo também é realizado junto às algodoeiras, alertando para as formas mais seguras de acondicionamento do produto e para que se cumpra a Portaria da ADAB de número 138, de 20 de agosto de 2014, que dispõe sobre o transporte de capulho, sementes e caroços de algodão.

Municípios Produtores de Algodão Oeste da Bahia:

Baianópolis, Barreiras, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandí, Lem, Muquém São Francisco, Riachão Das Neves, São Desidério e Wanderley.

Municípios Produtores de Algodão Sudoeste da Bahia:

Candiba, Guanambi, Pindai, Urandi, Iuiu, Malhada, Sebastião Laranjeiras, Palmas Monte Alto, Carinhanha, Brumado, Caculé, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Malhada de Pedras, Rio do Antonio, Igaporã, Tanhaçu, Bom Jesus da Lapa, Santana e Serra do Ramalho.

Núcleos Regionais Oeste da Bahia:

Linha Verde e Alto da Serra | Roda Velha | Roda Velha Baixo | Acalanto, Mizote e Ventura | Alto Horizonte | Rio de Pedras | Placas e Bela Vista | Paraiso Warpol, Timbaúba,  Sementec e Rodovia da Soja | Estrada do Café e Anel Soja |Campo Grande e Cascudeiro | Coaceral | Wanderley | Rosário, Corrente e Jaborandi | Ceolin | Ouro Verde e Estrondo

Núcleos Regionais Sudoeste da Bahia:

Sudoeste I, Sudoeste II e Sudoeste III

Comparativo BAS médio Oeste da Bahia Vazio Sanitário – 2013, 2014 ,2015 e 2016:

 

Comparativo entre safras Nível de Infestação Bicudo dias Após Emergência Algodoeiro – Oeste Da Bahia:

 

Comparativo / histórico entre safras aplicações de inseticidas lavouras de algodão – Oeste da Bahia: