Capacitação da Abapa destaca critérios de excelência na qualidade da pluma

Publicado em: 19 de maio de 2025

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em parceria com o Senai, Fundeagro e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), iniciou na última terça-feira (13) o treinamento “Normas e Parâmetros Industriais Ligados às Características da Pluma até o Fio de Algodão”. Gratuito e voltado aos associados da entidade, ele segue até essa sexta-feira (16), no Centro de Treinamento e Tecnologia da associação, em Luís Eduardo Magalhães (BA), tendo como objetivo fornecer conhecimentos sobre os parâmetros de qualidade da pluma que atendam às necessidades da indústria.

“Esse curso representa um passo importante na valorização da nossa pluma e no fortalecimento da cadeia produtiva do algodão. Ao investir na capacitação técnica dos profissionais do setor, estamos promovendo um alinhamento mais eficiente entre o que produzimos no campo e o que a indústria espera receber, garantindo mais qualidade, competitividade e reconhecimento para o algodão baiano”, afirma Alessandra Zanotto, presidente da Abapa.

Segundo a instrutora do curso e cofundadora da R-Inove, Micheline Maia Teixeira, a iniciativa busca aproximar as informações dos produtores de algodão, reduzindo a distância entre a produção agrícola e o setor industrial. “Este curso é direcionado aos profissionais que desempenham papel fundamental nas decisões diárias da produção agrícola e que atuarão como multiplicadores do conhecimento adquirido. Durante a formação, os participantes aprendem sobre o processo produtivo de uma fiação de algodão, incluindo os equipamentos utilizados e as particularidades dos fios produzidos. Além disso, abordam o que a indústria espera receber e o que não deseja na matéria-prima”, explica.

Ministrado em uma carga horária de 32 horas, o conteúdo programático inclui, também, temas ligados às propriedades da fibra de algodão; os problemas dos contaminantes para a indústria; a importância da amostragem correta; a importância da homogeneidade dos lotes, a inovação e como vai caminhar o futuro da produção têxtil, entre outros assuntos. “O treinamento cobre os parâmetros medidos pelo HVI (High Volume Instrument), a classificação do algodão em pluma e a Instrução Normativa relacionada”, pontua Micheline.

Para o aluno Jefferson Neivert, que trabalha no setor comercial da KPS Agropecuária, entender melhor sobre a fibra que vai produzir e comercializar faz toda a diferença. “Esse conhecimento tem sido essencial para melhorarmos a qualidade do nosso produto e, com isso, agregarmos mais valor nas negociações. Além disso, o curso me ajudou a compreender com mais clareza o que estamos oferecendo ao mercado, me dando mais segurança para avaliar a qualidade da fibra e gerenciar melhor o nosso estoque de pluma”, diz.

Compartilhar:
;