Alessandra Zanotto Costa
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abapa)
Biênio 2025/2026
Guiada pela certeza de que o algodão é parte da solução para muitos dos desafios que hoje confrontam a humanidade, assumo a liderança da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), uma responsabilidade tão grande quanto a honra e a alegria que esta missão me traz. Essas emoções se tornam ainda mais especiais pelo momento em que recebo este bastão: o ano de 2025, quando a associação celebra 25 anos de história. Um quarto de século marcado por união, coragem, trabalho, inovação, perseverança e muitas conquistas.
Nesta jornada, não estarei sozinha. Caminharei ao lado de pessoas dedicadas e talentosas, como Paulo Schmidt, Douglas Orth, Patrícia Morinaga, Ana Paula Franciosi, Elisa Zanella, Liliana Zempulski, Miguel Prado, Cesar Busato, Rodolfo Mengarda, João Gorgen, Marcelo Kappes e Douglas Di Domenico, nomes que, por si só, carregam histórias de luta e coragem para fazer da Bahia o segundo maior produtor de algodão do Brasil.
A presença das novas gerações na diretoria da Abapa mostra que o algodão reencontrou seu caminho no cerrado baiano. Os cotonicultores que acreditaram no potencial desta região não apenas venceram os desafios, mas também engajaram suas famílias no propósito de produzir uma das fibras mais produtivas, sustentáveis e valorizadas do mundo. Vale lembrar que a Bahia já cultivava algodão desde tempos antigos. Contudo, assim como outros estados do Centro-Oeste, foi preciso reaprender, recomeçar e criar um novo paradigma. A Abapa desempenhou um papel fundamental nesse processo, consolidando a atividade na então nova fronteira agrícola. Hoje, é difícil separar a história do algodão da história da associação nesses 25 anos.
A cotonicultura criou raízes profundas em nosso estado e continua a crescer e se renovar. A crescente participação de mulheres nas tomadas de decisão reflete o compromisso do setor com pautas contemporâneas, como a sustentabilidade. Mais do que um conceito, a sustentabilidade é o alicerce de tudo o que fazemos. Para nós, ela não é apenas um caminho inevitável, mas uma oportunidade de construir uma relação equilibrada entre produção e preservação, unindo justiça social, cuidado ambiental e viabilidade econômica. É também o nosso compromisso com o futuro, com as gerações que nos sucederão, garantindo que o algodão baiano continue a ser uma referência mundial em qualidade e responsabilidade.
Além disso, a gestão responsável, o cuidado com os recursos utilizados, o tratamento preciso das informações e a sincronia com a Abrapa são pilares que sustentam nossas ações. Seja nos posicionamentos que assumimos ou na implementação estadual de programas nacionais, estamos contribuindo para consolidar o Brasil como o maior exportador de algodão do mundo, sempre com a sustentabilidade como nossa maior bandeira.
Acreditamos que a cotonicultura é mais do que uma atividade econômica: é a essência de um modo de pensar e agir, que combina inovação, responsabilidade e visão de longo prazo. Esse espírito resulta em um produto único, carregado de histórias inspiradoras para contar e de exemplos de respeito à vida em todas as suas formas. Na Abapa, queremos ser um centro de convergência de inovação e sustentabilidade, com portas sempre abertas para quem deseja contribuir para esta trajetória de sucesso e para a construção de um mundo com mais desenvolvimento humano, equilíbrio e prosperidade.




