Nos dias 1º e 2 de dezembro, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em Luís Eduardo Magalhães, recebeu uma delegação formada por nove pesquisadores, empresários e gestores públicos da Universidade de Lincoln, do Reino Unido, e da Nigéria. A visita integrou uma agenda de imersão em instituições referência em tecnologia aplicada à agricultura em regiões tropicais. Na ocasião, o grupo conheceu o Centro de Análise de Fibras e o Centro de Treinamento (CT).
Durante a visita, a comitiva acompanhou a operação do laboratório, os protocolos de análise da fibra e o processo de classificação do algodão produzido na Bahia e no Matopiba. A Abapa tem sido cada vez mais procurada por países produtores para apresentar suas instalações, sistemas de gestão e avanços tecnológicos. De acordo com o gerente do laboratório, Sergio Brentano, esse movimento é um reconhecimento para entidade.
“A Missão Compradores do Cotton Brazil já nos trouxe representantes de toda a Ásia. Também recebemos delegações dos Estados Unidos e da Austrália este ano, que estão entre os maiores produtores de algodão do mundo. É sempre importante abrir as portas e demonstrar nosso trabalho, porque isso confirma a relevância do que fazemos. Quando recebemos visitas de todos esses países produtores, percebemos claramente o quanto nosso laboratório é valorizado pelo mercado”, destacou Brentano.
A visita foi solicitada pelo pesquisador Dener Márcio da Silva Oliveira, professor do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ele integra, em parceria com a Community Energy Social Enterprise Limited (CESEL) e a Universidade de Lincoln, o projeto “Compreendendo os desafios compartilhados na agricultura tropical — escassez de água, ineficiência energética e vulnerabilidade climática”, parte da chamada Innovate UK Climate-Smart Agriculture Partnership: UK-Brazil-Africa 2024.
Para o Patrick Tolani, CEO da CESEL na Nigéria, a visita permitiu compreender o impacto da associação na transformação da região. “Estamos muito satisfeitos por conhecer esta estrutura. Aprendemos que, no passado, esta região tinha solo pobre, pouca disponibilidade de água e muitos desafios agrícolas. Com esforço e estratégia, a Abapa conseguiu transformar essa realidade. No laboratório, vimos a quantidade de testes que realizam e como isso elevou o valor do algodão no mercado internacional. É evidente como a Abapa ajudou a melhorar as condições dos produtores e a mudar a vida das pessoas. Parabéns a todos”, afirmou.
A visita integra um conjunto de iniciativas internacionais que buscam compreender modelos de produção eficientes e sustentáveis em regiões tropicais. Para a Abapa, fortalecer essa troca é uma forma de ampliar relações, promover conhecimento técnico e compartilhar experiências. “Eles conheceram todo o nosso processo de classificação do algodão ficaram muito satisfeitos com o que viram”, concluiu o coordenador administrativo da Abapa, Renato Ortega.





