FOTO: Manuela Cavadas
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) acompanhou, em 13 de outubro, uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em homenagem aos 60 anos de fundação da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), em Salvador. O vice-presidente Douglas Orth e o diretor executivo Gustavo Prado representaram os cotonicultores baianos no evento, que contou com a presença de produtores rurais, dirigentes de sindicatos e autoridades de diversos órgãos.
“Entidade de classe com mais de meio século de atuação, a Faeb é uma parceira estratégica para a Abapa, com capilaridade em vários municípios do estado. Temos muito a aprender e a somar com a federação e o Sistema Faeb/Senar em inúmeras ações institucionais. No campo técnico, já somos parceiros em treinamentos, assistência técnica e extensão rural”, afirmou Gustavo Prado.
Fundada em 12 de dezembro de 1965, a Faeb reúne diversos sindicatos de todo o estado e tem como missão representar, organizar e fortalecer o produtor rural baiano, defendendo seus direitos e promovendo o desenvolvimento econômico, social e ambiental do setor agropecuário. A entidade também integra a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Ela agrega toda a cadeia agrícola da Bahia. É uma entidade irmã que atua na defesa dos interesses globais do setor, como questões tributárias e fundiárias”, destacou Douglas Orth.
Durante o evento, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, destacou a relevância do setor produtivo. “Temos ótimos exemplos de cooperação e financiamento do agronegócio, como o Plano ABC+, o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária (Fundeagro) e o Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro). Os investimentos em estudos técnicos para melhoria e correção do solo permitiram, por exemplo, implantar três safras anuais, trazendo prosperidade para a região Oeste”, explicou.
O presidente da Faeb, Humberto Miranda, também ressaltou a importância da ciência e da tecnologia para o setor produtivo, citando o papel da Embrapa na transformação da agropecuária baiana. “Foi a pesquisa e a ciência que tornaram produtivas terras antes improdutivas. O Cerrado brasileiro se transformou em uma das regiões mais produtivas do país, permitindo à Bahia exportar produtos para mais de 190 países”, afirmou.
Nova lei
Além de participar da sessão na Alba, os representantes da Abapa visitaram a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) para discutir os impactos da Lei nº 15.235, publicada em 8 de outubro de 2025, que dispõe sobre os descontos especiais nas tarifas de energia elétrica para a classe rural.
A nova legislação prevê reduções nas tarifas para consumidores rurais, além de benefícios para outras subclasses, como cooperativas de eletrificação que atuam com irrigação e aquicultura. A medida também amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica para famílias de baixa renda. A solicitação dos descontos deve ser feita junto à concessionária de energia, que seguirá as diretrizes da Aneel para a aplicação dos benefícios.
“A Abapa se colocou à disposição para apresentar estudos técnicos que subsidiem a tomada de decisões da concessionária, a partir da regulamentação”, concluiu Gustavo Prado.






