Abapa destaca resultados de pesquisas em cultivares e fitossanidade durante workshop

Publicado em: 4 de setembro de 2025

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) apresentou suas contribuições sobre a cotonicultura no Oeste da Bahia durante o Workshop Resultados de Pesquisas do Algodão Safra 2024/2025, promovido pela Fundação Bahia, no dia 2 de setembro, em Luís Eduardo Magalhães (BA). A entidade participou dos debates em torno dos estudos conduzidos pelos pesquisadores, integrou a avaliação de novas cultivares e compartilhou dados fitossanitários da safra em andamento, com foco no monitoramento de pragas e nas estratégias de manejo. Realizado no Sindicato dos Produtores Rurais, o encontro reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, técnicos, consultores, empresários e representantes de instituições da cadeia do algodão.
“Iniciativas como esta reforçam a relevância da pesquisa aplicada e da cooperação entre a Abapa e a Fundação Bahia, ampliando as soluções disponíveis para que os cotonicultores adotem práticas que unam eficiência, sustentabilidade e redução de riscos na produção de algodão. Com a divulgação das análises técnicas, o produtor pode ter mais previsibilidade para planejar o próximo ciclo, mesmo diante dos desafios fitossanitários e das crescentes exigências do mercado”, destacou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
As novas cultivares foram testadas em 11 campos experimentais, sendo seis conduzidos pela Fundação Bahia e cinco pela Abapa. “Tratam-se de estudos comparativos para a escolha das variedades, com foco na qualidade da pluma. Os resultados obtidos nos experimentos das duas entidades se transformam em ferramentas práticas para apoiar as decisões dos produtores”, destacou o diretor executivo da associação, Gustavo Prado.
A programação também contou com a participação do engenheiro agrônomo Marcos Roberto Serpa, integrante da equipe fitossanitária da Abapa, que apresentou dados de acompanhamento da safra, incluindo o monitoramento de pragas e as aplicações defensivas. “Esse trabalho mostra, na prática, o que fazemos em campo e subsidia estratégias de manejo mais eficientes”, acrescentou Prado.
O workshop ainda contou com debates técnicos sobre pragas que impactam a produção, como o bicudo-do-algodoeiro e a mosca-branca, além de estudos voltados à gestão produtiva e econômica, como as análises sobre calagem em superfície e seus efeitos na rentabilidade do sistema algodoeiro

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