O alinhamento dos novos requisitos do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), as atualizações do licenciamento Better Cotton (BC), os indicadores ESG, que englobam as áreas social, ambiental e de governança, e os aprimoramentos nos sistemas de gestão foram temas da Reunião do Grupo Técnico de Sustentabilidade promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília. Realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, o encontro reuniu representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e de outras associações estaduais para uma avaliação técnica e colaborativa dos avanços obtidos na safra 2024/2025.
“Essa série de treinamentos foi muito produtiva. Acredito que tenha sido providencial a participação de executivos na reunião do GT de Sustentabilidade e a interação com o Comitê ESG. Esse processo permitiu algumas definições e orientações às equipes das estaduais e da Abrapa, com vistas a fortalecer o ABR. A partir de agora, cada um deverá fazer sua parte para avançarmos”, afirmou o diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado.
Durante a programação, as equipes compartilharam resultados alcançados na implementação dos novos critérios do programa, com destaque para o fortalecimento das ações de preservação ambiental e da vida silvestre, a eficiência no uso de defensivos agrícolas e o relacionamento com o entorno das propriedades.
O gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, destacou que o objetivo foi avaliar as ações bem-sucedidas realizadas em 2025 e preparar o apoio necessário às fazendas visando a certificação em 2026. “Tivemos novos temas para adesão a certificação em 2025. A Abapa trouxe bons exemplos de produtores engajados nesses temas, ajudando nas referências nacionais do programa ABR.”
Para a coordenadora de ABR/Sustentabilidade da Abapa, Yanna Costa, os encontros são fundamentais para ajustar os instrumentos do programa à realidade do campo. “Nossa participação garante que as especificidades da produção baiana estejam refletidas nas decisões e orientações nacionais”, avaliou. O analista de Sustentabilidade Wallas Calazans também integrou a reunião.
A Abapa ainda participou de um workshop conduzido pela consultoria Lamparina, que discutiu os temas materiais do ABR e propôs caminhos para o fortalecimento da agenda ESG no setor. Foram debatidos os indicadores de verificação já implementados e os principais desafios enfrentados pelos estados na adaptação às novas exigências. A programação técnica incluiu discussões com o setor de tecnologia da Abrapa, voltadas à evolução dos sistemas ABR e ABR-UBA, este último destinado para as Unidades de Beneficiamento de Algodão.
“A Abapa participou das propostas de melhoria da usabilidade e eficiência dos sistemas, com foco na coleta de dados, gestão das propriedades certificadas e apoio à tomada de decisão no campo”, completou Yanna.
Os representantes da Abapa ainda colaboraram com a construção de sugestões padronizadas de evidências para temas como monitoramento da vegetação nativa e vida silvestre, riscos socioambientais e canal de comunicação, além de definir prioridades para o Workshop de Pré-Safra, voltado à divulgação nacional do programa.
Cartilha
A primeira cartilha do programa ABR sobre mudanças climáticas foi apresentada e entregue aos participantes. O manual servirá como base para orientar ações de mitigação e adaptação nas propriedades rurais.







