Com a expectativa de realizar cerca de 4,5 milhões de análises de classificação do algodão na safra 2024/2025, o Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) iniciou, nesta semana, os trabalhos de manutenção e calibração de seus equipamentos. O laboratório, localizado em Luís Eduardo Magalhães (BA), é considerado o maior da América Latina e atende 100% dos produtores da Bahia, além de processar, desde a safra 2020/2021, amostras dos demais estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Os equipamentos de HVI (High Volume Instrument) aferem as características intrínsecas da pluma que não são perceptíveis a olho nu, como resistência, finura, comprimento, uniformidade, micronaire e cor. A fase de manutenção, realizada antes do início das análises — previsto para meados de maio —, é essencial para garantir a precisão dos resultados.
“O período de manutenção dos HVIs envolve inspeções detalhadas, ajustes técnicos e calibração dos equipamentos. Técnicos especializados do fabricante verificam o funcionamento de cada componente e realizam reparos preventivos e corretivos, se necessário”, explica Sérgio Brentano, gerente do laboratório.
Atualmente, o centro opera com 14 equipamentos HVI, sendo 12 do modelo M1000, e dois do modelo Classing QPro, todos da marca Uster. Desses, 11 contam com colorímetro duplo, que realizam quatro leituras em pontos distintos da amostra, proporcionando maior precisão nos parâmetros de cor e tipo. “Esse aprimoramento técnico garante maior confiabilidade aos resultados, o que é fundamental para a comercialização do algodão”, reforça Brentano.
Nesta safra, o laboratório também contará com a operação de mais dois equipamentos do modelo Classing QPRO, da Uster, que trazem maior automação e, consequentemente, maior precisão na análise do micronaire. Os modelos já possuem o módulo de colorímetro duplo e devem operar na nova sede da Abapa.
Nova sede
A estrutura do laboratório está em processo de ampliação. Um novo prédio está em construção ao lado do complexo que sedia a feira de tecnologia agrícola, em Luís Eduardo Magalhães. Com 10.895 m² de área construída, 5.200 m² de área destinadas a estrutura de laboratório, a nova sede deverá mais que dobrar a capacidade atual de classificação da pluma, etapa essencial para a comercialização do algodão nos mercados nacional e internacional.
Com capacidade para abrigar até 32 equipamentos HVI — mais que o dobro do número atual — a nova unidade poderá, futuramente, processar até 60 mil amostras por dia.






