Em evento na Abapa, Rally da Safra apresenta dados e projeções da expedição de estreia na cultura do algodão de algodão

Publicado em: 5 de setembro de 2025

Pela primeira vez em 22 anos de história, o Rally da Safra incluiu o algodão em seu roteiro de levantamentos de campo. A tradicional expedição, que realiza diagnósticos técnicos a partir de dados quantitativos e qualitativos coletados nas lavouras, percorreu, entre julho e agosto, os principais polos produtores de pluma do Brasil, como Mato Grosso e Bahia, responsáveis por 90% da área cultivada no país. No dia 3 de setembro, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) sediou o encontro da etapa baiana do Rally do Algodão 2025, realizado no auditório da entidade, em um evento que marcou a devolutiva dos levantamentos analisados pela Agroconsult.
Durante essa etapa, uma das três equipes técnicas do Rally percorreu mais de 30 propriedades nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Correntina, Roda Velha e Posto Rosário. A imersão em campo permitiu um retrato detalhado das condições da safra atual, com análises que serão fundamentais para a tomada de decisão de produtores, tradings e demais agentes do mercado.
Atualmente, o Brasil é o maior exportador global e o terceiro maior produtor de algodão do mundo da fibra. Para o diretor-presidente da Agroconsult, André Pessoa, a estreia do algodão no Rally representa um marco histórico. “A Abapa nos abraçou como parceira e nada mais simbólico do que iniciar essa devolutiva na casa dos produtores baianos. Encontramos apoio local decisivo, tanto da entidade quanto de parceiros como a Agrosul. Ficamos felizes em apresentar os primeiros resultados dessa expedição que, sem dúvida, reforça a relevância do algodão na dinâmica do agronegócio brasileiro.”
Lançada oficialmente durante as comemorações dos 25 anos da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), a etapa algodão amplia o escopo do Rally da Safra, que já cobre soja e milho há mais de duas décadas. Com isso, a fibra passa a integrar um levantamento técnico consolidado, baseado em dados quantitativos e qualitativos coletados em campo, analisados por uma equipe multidisciplinar da Agroconsult.
“Estamos diante de uma safra marcada por altos estoques de passagem no Brasil, o que naturalmente traz desafios para o produtor na comercialização e no planejamento. Ainda assim, o algodão sempre nos ensinou a olhar além do momento imediato. É nesse contexto que iniciativas como o Rally da Safra, conduzidas com a seriedade metodológica da Agroconsult, ganham ainda mais importância, porque nos permitem avaliar com precisão a realidade do campo e nos preparar para decisões mais assertivas. Nossa cadeia tem força, resiliência e diferenciais reconhecidos, como qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. O cenário exige cautela, mas também abre oportunidades para aprimorar estratégias, ampliar relações internacionais e investir em eficiência. Tenho certeza de que, como tantas vezes no passado, os produtores saberão atravessar esse período e sair dele ainda mais fortalecidos”, destacou a presidente da entidade, Alessandra Zanotto Costa.

Dados
De acordo com as análises apresentadas, esta safra foi considerada de contrastes por conta do clima, que trouxe diferentes desafios às regiões visitadas. Na Bahia, parte das lavouras foi semeada mais cedo, com 15% da área plantada em novembro. No entanto, o período de seca no final de fevereiro – que se estendeu ao longo do mês de março – pode ter comprometido o potencial produtivo dessas lavouras plantadas mais cedo.
Já no Mato Grosso, houve atraso no plantio, com mais de 40% das áreas semeadas dentro de um calendário de maior risco. Porém, as chuvas ocorreram em volumes satisfatórios entre os meses de abril e junho, e podem ter minimizado as preocupações com a safra.

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