Com o encerramento das auditorias da safra 2024/2025, o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), coordenado na Bahia pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), certificou 85% da área plantada com algodão no estado. Isso representa 350.514 hectares reconhecidos por atenderem aos critérios do protocolo socioambiental da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Ao todo, 94 unidades de produção participaram do processo no estado baiano, além de uma no Tocantins.
Para Yanna Costa, coordenadora do programa ABR Sustentabilidade da Abapa, o resultado comprova o engajamento dos produtores em adotar práticas responsáveis na gestão de pessoas, recursos naturais e técnicas agrícolas. “A certificação representa um avanço significativo rumo a um futuro mais sustentável para o algodão na Bahia”, afirmou.
Mesmo sendo um programa de adesão voluntária, o protocolo do ABR cobre integralmente a legislação trabalhista brasileira, normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Código Florestal, legislação ambiental e princípios das boas práticas agrícolas. Essa estrutura fortalece a posição do algodão brasileiro no mercado global, ao garantir uma fibra produzida de forma sustentável, ética e rastreável.
A Verificação para Certificação da Propriedade (VCP), etapa central do programa, é baseada nos três pilares da sustentabilidade — social, ambiental e econômico — e avalia as unidades produtivas com base em oito critérios: contrato de trabalho; proibição do trabalho infantil; combate ao trabalho análogo ao escravo; liberdade sindical; combate à discriminação; segurança, saúde e meio ambiente do trabalho rural; desempenho ambiental e boas práticas agrícolas.
Implantado em 2012, o ABR é o padrão nacional de certificação socioambiental da cotonicultura brasileira. A Abapa é responsável pela execução do programa no estado, promovendo orientação técnica e o fortalecimento das práticas sustentáveis nas propriedades.
Reconhecimento a produtores
Sete fazendas foram homenageadas pela Abapa com um troféu especial por completarem dez safras certificadas consecutivamente pelo programa. São elas: Fazenda Timbaúba, Fazenda Acalanto, Fazenda Sagarana, Fazenda Ouro Verde, Fazenda São Miguel, Fazenda Santo Inácio e Fazenda Santana. “Esse gesto reforça o papel da certificação como instrumento de transformação, valorizando quem constrói uma produção mais consciente e responsável no campo”, completou Yanna.











