Workshop da Abrapa reúne especialistas para discutir sobre o manejo integrado de pragas

Publicado em: 20 de maio de 2025

A equipe do Programa Fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), representada pelo gerente Antonio Carlos Araújo e o assistente técnico Marcos Roberto Serpa, esteve em Brasília participando do Workshop de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Cultura do Algodão (MIP). O evento teve início na terça-feira (13) e seguiu até a quarta-feira (14), reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir os principais desafios e soluções relacionadas ao uso de insumos nas lavouras de algodão.

“O que essa experiência nos deixa claro, especialmente para nós do Programa Fitossanitário, é que o manejo integrado de pragas e doenças (MIPD) representa um grande desafio — não apenas para os produtores, mas para toda a cadeia produtiva do algodão. Diante desses obstáculos, é fundamental desenvolvermos estratégias eficazes para superá-los e encontrarmos soluções sustentáveis. Entre todos os pontos discutidos, o principal destaque é o monitoramento: ele é a base do manejo integrado e uma das ferramentas mais importantes para garantir o sucesso no controle fitossanitário”, afirmou Antonio Carlos.

Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o workshop contou com 20 apresentações, entre palestras, estudos de caso e mesas-redondas, abordando temas como manejo integrado de pragas, biotecnologias e o uso de bioinsumos. O controle eficiente de pragas é fundamental não apenas para garantir a rentabilidade da produção, mas também para promover benefícios ambientais, como o equilíbrio dos ecossistemas e o fortalecimento de processos naturais de regeneração.

“Decidimos que todas as regiões devem aderir coletivamente ao manejo integrado de pragas, reforçar bastante a questão de controle biológico, de qualidade de bioinsumos e dos químicos também, reforçar bastante a coletividade. Falta muito espírito de coletividade. Isso foi visto inclusive em problemas desse tipo, resolvido com a coletividade na Austrália e nos Estados Unidos”, afirmou Celito Breda, produtor, consultor, pesquisador e um dos palestrantes do evento.

Segundo Breda, a Bahia tem um bom exemplo de coletividade no manejo do bicudo-do-algodoeiro, através do programa fitossanitário, do manejo da ferrugem asiática e da helicoverpa armígera. “Mas, faltam muitas ações ainda, temos que ter mais determinação no manejo integrado de pragas. A reclamação mais recorrente do produtor é que o custo de controle de pragas, doenças e invasores está muito alto. Temos que baixar o custo, temos que fazer um esforço conjunto, organizado, planejado, com pesquisadores, consultores, os produtores envolvidos, nossas instituições, os governos, para que a gente consiga estabelecer metas de baixar custo, baixar o uso, talvez, e custo dos defensivos agrícolas, principalmente dos químicos”, ressaltou Breda.

De acordo com o pesquisador, foi definido durante o encontro que será retomado um programa nacional de manejo de resistência. “Através da Abrapa, AproSoja, Abramilho e o CNA, em Brasília, junto com o Mapa e pesquisadores de várias instituições deverão formar um grupo técnico permanente para avaliação de eficiência de produtos, monitoramento da resistência de produtos, estabelecimento de estratégias para o manejo fitossanitário regional, criando assim, um programa fitossanitário regional que funciona em qualquer lugar do Brasil e em qualquer lugar do mundo”, concluiu.

Além da Abapa, participaram do evento instituições como, a Embrapa, Better Cotton, Esalq, ImaMT, Amipa, IGA e Fundação Chapadão; além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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